// Na QUINTA


Em Fevereiro e Março, Vale dos Barris, lugar real onde está a nossa Quinta utópica, abre as portas à ficção de outros, às imaginações teatrais de companhias que partilham com o Teatro O Bando uma rede de afinidades artísticas.
Eles já estão a caminho do Sul. Chegam de Tondela, partem de Joane. Fazem-se ao caminho a partir da Serra de Montemuro e da cidade do Porto. Além dos cenários e dos figurinos trazem António Lobo Antunes, Manuel António Pina e os contos de tradição oral na bagagem. Vivem connosco durante uns dias e, aos fins-de-semana, abrimos a nossa sala e convidamos o público a assistir aos espectáculos e a conhecer melhor o Teatro ACERT, o Teatro da Didascália, o Teatro de Montemuro e os Pé de Vento.
Nos meses que aí vêm, TODOS OS CAMINHOS VÃO DAR AO BANDO.



Informações e reservas:

BILHETE para cada ESPECTÁCULO: 7, 8 ou 9 € à escolha do espectador
Grupos de 10 ou + pessoas: 6€

JANTAR
para grupos de 5 ou + pessoas + ESPECTÁCULO: 15€ [reserva obrigatória]

Para reservas e bilheteira contacte 912 438 817 / bilheteira@obando.pt

3 e 4 FEV
Sáb 21h / Dom às 17h

SENTADA NO ESCURO – Trigo Limpo Teatro ACERT (m/12)





A partir de António Lobo Antunes, a memória enquanto ficção no novo espetáculo do Trigo Limpo, estreado em Dezembro de 2017.


Neste espetáculo vamos contar a história de uma mulher de 78 anos que veio de Faro para Lisboa quando ainda era nova, para ser atriz. Ali chegará a ter uma carreira, acidentada, até que começa a perder a memória. De umas brancas que motivam o seu despedimento até um poético e solitário existir interior, há todo um percurso de degenerescência onde as recordações se baralham, criando uma narrativa ficcional substituta da própria realidade. E é essa a narrativa do espetáculo. O que se passa na cabeça daquela mulher. A maneira como ela vê a fase terminal da sua vida.
Este é o segundo trabalho que o Trigo Limpo Teatro Acert faz a partir de António Lobo Antunes. Já em 2000 construímos "Cadeiras”, um cruzamento de partes da sua obra.
Agora voltamos a ele porque estamos certos de que António Lobo Antunes descreve como ninguém personagens fulcrais da nossa portugalidade.
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Texto a partir de "para aquela que está sentada no escuro à minha espera” de António Lobo Antunes
Dramaturgia e encenação Pompeu José
Interpretação António Rebelo, Ilda Teixeira, Pedro Sousa, Raquel Costa e Sandra Santos

Cenografia
Zé Tavares e Pompeu José Música Gustavo Dinis e Uhai Figurinos Adriana Ventura
Vídeo Alberto Plácido Desenho de luz Paulo Neto Sonoplastia Luís Viegas
Design gráfico e fotografia Zétavares Assistência Ricci-Li Alexandre, Iván Dávila Grande e Deolindo Pessoa
Produção Marta Costa e Rui Coimbra Agradecimentos Carmoserra e Araufer
10 e 11 FEV
Sáb 21h / Dom às 17h

PRELÚDIO ou A MULHER SELVAGEM – Teatro da Didascália (m/12)




Um grito interior, visceral mesmo, que aponta directamente à natureza selvagem das mulheres.


A peça é uma performance poética que nos revela um emaranhado de simbolismos, de arquétipos, reacendendo no nosso inconsciente a crença no poder intuitivo e sobrenatural das mulheres, intimamente ligado à natureza e aos ciclos de morte e renovação. Reprimido por todo um conjunto de convenções sociais, religiosas e por uma sociedade dominada pelo homem, o ser selvagem primitivo das mulheres é, nesta peça, libertado na forma de um poema cantado e contado, uma espécie de grito melódico onde ecoam os instintos mais profundos da natureza feminina. A bela e sensível composição musical, aliada à narração oral, enlaça as histórias da peça e toca o nosso íntimo. Ao ouvi-la, somos como que abalados por um turbilhão de imagens e emoções guardadas na voz de quem a canta e conta, e no íntimo de quem a escuta. Esta é a chave para transportar o público numa viagem sensitiva, quase hipnótica, rumo às profundezas da memória emocional de cada espectador.
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Encenação Bruno Martins
Interpretação Catarina Gomes, Cláudia Berkeley, Daniela Marques

Pesquisa e
Dramaturgia e Técnicas de narração oral Patrícia Amaral Composição e Direção Musical Rui Souza
Cenografia e Figurinos
Sandra Neves Desenho de Luz Valter Alves Confecção de Figurinos Joaquim Azevedo
Apoio à Construção de Cenografia Emanuel Santos e Inês Mariana
Consultoria Científica José Joaquim Dias Marques e Paulo Correia
Operação de Som e Luz João Teixeira e Mariana Figueiroa Produção Ludmila Teixeira
Design Gráfico e Design de Comunicação Rui Verde
Fotografia de Cena Paulo Pimenta
Apoio Junta da Freguesia de Joane, VERCOOPE
Agradecimentos Maria de Lurdes Martins, CEAO (Centro de Estudos Ataíde de Oliveira - Universidade do Algarve), Jorge Serafim, Kiara Maria, Maria do Carmo

Coprodução Teatro da Didascália, Casa das Artes de V. N. de Famalicão, Centro Cultural Vila Flor
Residência Artística Fábrica ASA
3 e 4 MAR
Sáb 21h / Dom às 17h

OS 4 CLOWNS DO APOCALIPSE – Teatro de Montemuro (m/12)






Os quatro cavaleiros do Apocalipse cavalgam até ao inicio...do fim do mundo.

No entanto só vemos chegar três cavaleiros.
Então a guerra, a fome e a peste sentam-se à espera da morte.
E enquanto esperam começam a "brincar".
E transformam -se em "palhaços".
Eles brincam com  detritos lavados na margem à beira da terra e, ao contrário de destruir o mundo, criam novos mundos  anárquicos, tolos e bonitos.
O espetáculo é todo de "clownesco, interpretado na totalidade sem palavras pelo atores do Teatro do Montemuro.


Texto Peter Cann
Encenação Andrew Harries
Direção musical Simon Fraser
Interpretação Abel Duarte, Eduardo Correia e Paulo Duarte
Direção de Produção e Comunicação Paula Teixeira Assistência à produção Susana Duarte
Direção de Cena Abel Duarte

10 e 11 MAR
Sáb 21h / Dom às 17h

O PÁSSARO NA CABEÇA – Pé de Vento (m/4)





"Sou um cabeça-no-ar. Nunca penso no que estou a fazer, nem faço o que estou a pensar. Fazer o que penso? Tinha mais que fazer. Pensar no que faço? Nem pensar".

Brincar com as palavras de Manuel António Pina é o desafio da companhia Pé de Vento com a peça "O Pássaro da Cabeça", que marca o início de um ciclo de comemorações dos 40 anos da companhia e da parceria com o autor. Com encenação de João Luiz e interpretação a solo de Alexandra Nóbrega, "O Pássaro na Cabeça" é um espetáculo em que o brinquedo vai servir de palco à imaginação. "O Pássaro na Cabeça é a história do ser humano e reflete a forma como podemos ser capazes de brincar sem vergonha, mesmo quando a sociedade nos faz acreditar que tudo tem de ser muito sério”.

Texto Manuel António Pina
Encenação João Luiz Dramaturgia Maria João Reynaud
Interpretação Anabela Nóbrega
Espaço cénico João Luiz Música Tilike Coelho
Figurino Susanne Rösler Ilustração/ design gráfico Pedro Pires
Construção do cenário e montagem Nuno Brandão
Operação de luz e som Marta Coutinho Divulgação Olga Leite